No processo do tratamento do esgoto feito na ETE, ocorre a geração de diversos tipos de resíduos sólidos e semissólidos, como o lodo desidratado e os materiais grosseiros oriundos das etapas iniciais, a exemplo do gradeamento e desarenamento. Entre esses resíduos, encontram-se plásticos, areia, óleos, graxas e o próprio lodo proveniente do tratamento biológico. A retirada regular desses materiais é fundamental para manter a eficiência dos processos, evitar entupimentos, preservar os equipamentos e garantir a continuidade das operações da estação.
Além dos aspectos operacionais, a remoção adequada do lodo contribui significativamente para o controle de odores desagradáveis, melhora a qualidade ambiental do local e do entorno, e previne a proliferação de pragas e vetores. O acúmulo desses resíduos, caso não seja controlado, pode afetar diretamente a capacidade da ETE de realizar o tratamento de forma eficaz, aumentando os riscos ambientais e sanitários.
Após a coleta, esses resíduos devem ser encaminhados para destinação final que atenda às normas ambientais vigentes. O encaminhamento para Aterro Sanitário devidamente autorizado é a prática mais comum, pois permite o descarte seguro, minimizando riscos de contaminação do solo e dos corpos hídricos. Em algumas situações, o lodo pode ser aproveitado por meio de técnicas sustentáveis, como compostagem ou geração de energia, desde que sejam observadas todas as exigências legais e sanitárias aplicáveis